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Guia de Paraty · Restaurantes

Onde comer em Paraty: o guia da recepção

Paraty tem mais restaurante bom do que dias de viagem. Esta não é uma lista dos melhores: é o que a gente realmente indica na recepção, quando alguém pergunta onde jantar hoje. Muita coisa aqui só abre à noite, então vale conferir antes de sair.

Moqueca de frutos do mar numa panela escura: posta de peixe branco, camarões, anéis de lula, pimentões e tomate
Moqueca de frutos do mar, no Refúgio. Foto: Refúgio / Unsplash

Para uma noite especial

Banana da Terra. A cozinha da chef Ana Bueno, trinta anos no centro histórico e hoje praticamente patrimônio gastronômico da cidade. É onde a gente manda quem está comemorando alguma coisa. Reserve.

Quintal das Letras. No centro histórico, tranquilo, para um jantar sem pressa.

Bartholomeu. Contemporâneo, no centro.

Para qualquer noite

Pupus. Cozinha contemporânea com o mar no centro do cardápio, num salão de janelas turquesa e chão de ladrilho verde. Saem de lá coisas como a paella de frutos do mar, com frutos do mar da estação, arroz pérola, cebola assada, maionese de limão, coentro e pimenta do reino; a couve flor al Josper, braseada, com cremoso de mandioca, curry verde, vinagre de fradinho, flores e Pancs; o tataki de peixe do dia na brasa, com tucupi, alga nori, salada de flores e Pancs e salsa macha; e as texturas de peixes, curado com ovas, defumado com mascavo e pururuca com melado de cana.

Paella de frutos do mar numa panela de ferro, vista de cima: tentáculo de polvo, mexilhão, lula, cebola assada e arroz amarelo
A paella de frutos do mar do Pupus.
Tataki de peixe do dia: medalhões de peixe selado envoltos em alga nori sobre caldo de tucupi, com abacate grelhado, pimenta e gergelim
O tataki de peixe do dia.
Salão do Pupus: portas e janelas turquesa, chão de ladrilho verde, luminárias de palha e mesas redondas de madeira
O salão, de dia.

Thai Brasil. Rua do Comércio, 308A, no centro histórico. Não confunda com o Thai Paraty: são dois restaurantes diferentes, e este é o que a gente indica. A melhor comida tailandesa da cidade.

Punto Di Vino. Italiano de dono italiano, pizza, massa e risoto, música ao vivo sem exagero e um pátio muito agradável.

Refúgio. Perto do cais. Em noite de lua, a luz bate na água da baía e a vista faz o jantar sozinha.

Mesa posta no Refúgio: pratos de coral azul sobre esteiras de palha, flores, velas e um espelho antigo na parede de pedra
A mesa posta, no Refúgio.

Primitivo. Carne, principalmente.

Fugu. Japonês.

Dolce Vita. Para massa.

Quintal Verde. Música ao vivo, ambiente relaxado, drinks bons e preço mais camarada. Aceita pets. E abre no almoço, o que por aqui é mais raro do que parece. Tem também a moqueca vegana — banana da terra, palmito real, tomate, cebola e pimentão, com arroz branco, pirão vegano e farofa de dendê. No cardápio ela se chama Sorriso o Lagarto: é assim que se pede. Para quem quer algo mais substancial, a Caborê é a parmegiana da casa — filé mignon à milanesa ao molho de tomate fresco, queijo gratinado, arroz e fritas. E de entrada, o dadinho de tapioca com a geleia especial da casa.

Moqueca vegana numa panela de pedra: rodelas de banana da terra e palmito em caldo amarelo de dendê, com arroz, farofa e pirão ao lado
A moqueca vegana do Quintal Verde.
Parmegiana de filé mignon num prato estampado: milanesa coberta de molho de tomate e queijo gratinado, com arroz e fritas ao lado
A Caborê, a parmegiana da casa.

Vale sair do centro

Casa Paratiana. Na Estrada da Pedra Branca, ao lado do alambique da cachaça Paratiana. Também é da Ana Bueno, e aqui ela faz comida caipira: leitão na lata, cuscuz de galinha. No salão tem uma dorna de 120 mil litros. Se você já foi ao Banana da Terra, esta é a outra metade da mesma história.

Marina. No fim da praia do Pontal, a poucos minutos a pé do hotel, pela areia. O chef veio de São Paulo e a comida é boa.

Depois do jantar

Sarau. Rua Marechal Deodoro, 241, no centro histórico, a poucos passos da Igreja Matriz, com mesas boas do lado de fora. Mais tarde o som sobe e o pessoal acaba dançando lá dentro: é o lugar mais animado do centro, e ótimo se a noite for essa. A gente indica pelos drinks e pela música. Da comida não podemos falar, ainda não jantamos lá.

E o Quintal Verde, logo acima, segue com música ao vivo depois do jantar.

Bom saber